traulitadas @ 10:12

Ter, 05/07/05

trilha_forte_2.jpg

Manhã fria, o sol teima em querer brilhar em aquecer mas outras forças se sobrepõem à sua luta, prevalecendo um frio incomodativo mas de certa forma agradável, estimulante e próprio da estação.

Começando a caminhada do dia, músculos tropos, respiração forçada e dolorosa de um ar frio e cortante que segue o seu caminho alimentando um corpo do bem precioso, catalisador de todo o mecanismo de vida. Foi assim que tudo começou graças a uns átomos que pelo acaso de uniram e deram inicio à mais maravilhosa aventura e caminhada até hoje descoberta. Da união de átomos se iniciou a génese da vida.

Curiosa e estranha associação. Para onde quer que tenhamos de caminhar, deveremos sempre ter em atenção que um elemento por si só não é suficiente, é sempre necessário um outro para que nos possamos fortalecer e tenhamos a capacidade de enfrentar os nossos trilhos, por vezes penosos, por vezes alegres, por vezes estimulantes, por vezes constrangedores.

Com maior ou menor dificuldade, vamos caminhando por nossa iniciativa ou empurrados por algo alguém que tantas vezes não entendemos. O sentido da caminhada, o percurso que escolhemos (in) conscientemente ou não, é condicionador do ponto de chegada. Mas onde queremos chegar? Queremos atingir a felicidade com todos os seus predicados, mas que fizemos nós para sermos felizes?

Não estamos sós, não podemos nem devemos caminhar sozinhos, e quantas vezes o fazemos e nos orgulhamos de que não necessitamos de ninguém?

Somos frontais dizemos o que pensamos olhos nos olhos, aliviamos as nossas tensões descarregando frustrações, mágoas naqueles que estão junto de nós, naqueles que são caminhantes de trilho comum, somos injustos por vezes, somos frios nas nossas palavras, tudo em nome de uma frontalidade exagerada, sem nos apercebermos que ao nosso companheiro de caminhada tais palavras magoam. Frontalidade sim, mas sem magoar injustamente.

Há alturas em que desistimos de certas caminhadas, nos desviamos do trilho e do companheiro de caminhada. Refugiamo-nos em nós, protegemo-nos de nós, fugimos de receios claros e efectivos, temos medo das nossas fragilidades, temos medo de nós...


Porque nem sempre tudo tem que fazer sentido!!!
Julho 2005
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
21
22
23

24
25
27
30

31


Pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO